segunda-feira, 25 de abril de 2011


A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa.

Seupai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na
horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito
anos de idade, o acompanha desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar.

Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que
ele ficasse doente sem poder ir à escola. O pai escuta tudo calado
enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.
Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado.

Zeca

vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o
pai lhe propõe algo: - Filho faz de conta que aquela camisa branquinha
que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão
é um mau pensamento seu endereçado a ele.

Quero
que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.
Depois eu volto para ver como ficou. O menino achou que seria uma
brincadeira divertida e pôs mãos à obra.

O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, aproxima-se do menino e lhe pergunta:

- Filho, como está se sentindo agora?

-Estou cansado, mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo.

-Que susto!

Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só pra você.

O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu.

Por
mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a
borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.